A Roda dos Escarnecedores

quinta-feira, setembro 02, 2004

Sobre marmanjos, bolas e a inutilidade dos esportes

Quem nunca ouviu/falou/pensou: "Como é que a gente perde tempo vendo um monte de marmanjos corendo atrás de uma bola?"?

Pois é, o Hélio Schwartsman pensou a mesma coisa e escreveu sobre as olimpíadas a partir dessa ótica, mas chegou a uma conclusão a que você nem eu chegaríamos. É por isso que ele escreve na Folha e nós estamos na Roda.

Taí um pedaço:

Não faz nenhum sentido que algumas pessoas dediquem suas vidas a tentar superar, às vezes por um mísero milésimo de segundo, alguém que nunca viram num percurso que liga nada a lugar nenhum.

Mais estranho é imaginar que dois grupos de adultos supostamente racionais, expondo-se a moderado risco físico e atuando segundo regras absolutamente arbitrárias, se ponha a perseguir um objeto esférico com a meta anódina de fazê-lo cruzar uma linha desenhada no chão.

Muito pior é o papel do torcedor que, sem nem ao menos participar da brincadeira --sim, admitamos que é tudo uma grande brincadeira--, irrita-se com os erros cometidos pelo bando de marmanjos ao qual resolveu dedicar sua afeição e renuncia até mesmo a apreciar a partida com um mínimo de eqüidade, conceito tido como valor positivo pela esmagadora maioria das éticas antigas e contemporâneas.


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