Só na uva
"As virgens os chamam". Estas são palavras de Mohamed Atta aos seus amigos terroristas antes do episódio de 11 de novembro de 2001.
O Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, está sendo submetido às mesmas ferramentas que historiadores, lingüistas e arqueólogos aplicam à Bíblia há 150 anos.
Talvez você já tenha ouvido falar das 72 virgens de olhos negros que são prometidas no Céu aos mártires. O camarada morre e vai para um paraíso sexual. Alguns teólogos não concordam com essa interpretação. Preferem dizer que são companheiras e que o Céu não é um bordel.
Sabe o que é pior? É que há o risco de que essa interpretação esteja mais equivocada do que se imagina: o Corão diz que os mártires irão para o Céu e "as terão" (as tais virgens). Mas em aramaico (há evidências de que muitas palavras contidas no Corão vêm do síríaco também) isso significa "branco" e foi, por comodidade, usado para significar "uvas brancas".
Muitos mártires correm o risco de chegar no paraíso e serem condecorados com 72 cachos de uvas em vez de 72 beldades.
Pelo menos eles vão ter algo além do dedo pra chupar...
Que bela recompensa!
Quer saber mais?
The New York Times > Opinion > Op-Ed Columnist: Martyrs, Virgins and Grapes. (Em inglês)

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